Guilty

Acho que todo mundo que lê o Cegonhas sabe que eu trabalho em loja, né? Então, em dezembro a coisa por aqui aperta e eu só faço trabalhar. No período de Natal do ano passado a Alice tinha só três meses, o que me fez diminuir bastante o ritmo. Mas esse ano eu decidi trabalhar como “nos velhos tempos”. Foi aí que surgiu um enorme problema: quase não vejo a minha filha. Alice dorme um dia em casa, um dia da casa da dinda, um dia na casa da vó…

Fora que desde o dia primeiro eu não dou banho nem janta. E sabem o que é o pior, pior, pior? Eu adoro trabalhar e não estou me sentindo culpada. Claro que o meu coração não é de pedra e eu MOOOORRRO de saudades da minha pequena, mas não fico com minhocas na cabeça. Acho que é porque sei que essa bagunça tem dia e hora para acabar, e depois do dia 27 vou ficar só curtindo ela.

Será que tá certo isso? Não me sentir culpada?  Ser mãe é bom, mas dá um trabalho…

A primeira viagem a gente nunca esquece!

Eis que depois de um ano e dois meses, tomei coragem de viajar com a Alice. Nem o blog Viajando com Pimpolhos, que é MARAVILHOSO, conseguia me fazer mudar de ideia. Sei de gente que vai para a praia com bebezinhos de um mês de vida, que faz viagens internacionais com crianças que nem completaram um ano, mas cada um tem seu tempo. E o nosso foi só agora. Sabem quais eram os meus medos:

*Due ela ficasse reinando na cadeirinha durante a viagem – não aconteceu. Tanto na ida quanto na volta a guria foi relaxando, curtindo a viagem e escutando música. Levei brinquedinhos, bolachinhas, aguinha, papelzinho higiênico…tudo balelinha, porque não precisamos de NADA. Graças a Deus!

*De ter que levar muita coisa – em se tratando de bagagem, sou cool. Jogo meia dúzia de trapinhos em uma mochila e tá feita a festa. Já passei um final de semana em Londres com uma bolsa de dia-a-dia contendo duas camisetas e duas calcinhas. Imaginem como eu fiquei perdida na hora de fazer a mala da Alice. O que eu fiz? Diquei 3485-MAMAE e pedi para a vovó da Alice me ajudar. Foi MARA e a minha mãe colocou dentro das malas (duas só para a pequena) tudo o que poderíamos precisar: roupa de frio (tava um GEELO), de calor, toalhas, meias, paninhos, brinquedos, etc etc etc…e pra mim? Uma sacola pequenina, bien sur.

*De que ela fosse estranhar a cama, o ambiente, sei lá – NADA. Os bebês são super adaptáveis. Eu que tinha esse medo bobo na cabeça. Affffffe!!!!! rsrsrrsrsrs Mais alguém aí é assim?

* De que ela não entrasse no que eu chamo de “fuso-horário” da praia – aquela coisa…acorda as dez horas, almoça as três da tarde, cafezão de tardezinha, janta/não janta, barulho até tarde….por mais que eu tenha levado papinhas congeladas e da Nestlé e comprado frutas e iogurte para dar na hora certa eu ficava com um medinho. Não sei de quê! rsrssrsrsrsrs Mas novamente a minha pitoca deu um show de flexibilidade e no último dia tava comendo churrasco tardão com a gente!

 

Boba eu, né? Mas assim foi bom, eu respeitei o meu ritmo e só viajei com a minha filha quando EU SENTI SEGURANÇA. Passei toda essa segurança pra ela e a estreia foi nota DEZ!!!!!!! E é assim que tem que ser. Só devemos ir adiante naquilo que nos sentimos confortáveis e seguras. E agora que venham outras viagens!

 

Voltamos!!

E acabaram as férias!!!!! Aaaaaah!!!!

Como eu tinha contado aqui, a Alice não me acompanhou na viagem. Fui com a Marcinha, dinda dela. Minha pequena ficou com o papai, mas cada dia dormia em uma casa. Até na da babá ela ficou.

O pessoal evitava falar a palavra “mamãe”, com medo que ela lembrasse de mim e começasse a chorar. Mas ela ficou superbem e sempre sorridente. A minha dinda fez até um diário contando como foi o dia-a-dia da Alice.

 

E como EU me senti longe dela? BEM, MUITO BEM. Claro que eu morrrrrrri de saudades dela, que pensava nela em 60% do tempo, mas não me senti culpada não. Nem um pouquinhozinho. Mesmo sabendo que durante a minha ausência ela começou a caminhar e nasceu o primeiro dentinho. Eu estava passeando, de férias, curtindo a vida. Se eu ou ela estivesse donte no hospital, ou fossemos separadas como a Olga Benário e o bebê dela aí sim era motivo para drama. Mas no mais, eu também estava ótima.

Quando eu cheguei ela se grudou em mim e não soltou de jeito nenhum. E eu também não soltei dela!!!! Daí que quando chegou de noite ela chorou muito! Ia pro meu colo, pro colo do pai, pro meu, chorava, berrava…e quando pegou no sono dormiu a noite toda.

Se eu viajarei de novo sem o bebê?  ACHO QUE  NÃO!

Se eu voltasse no tempo fari atudo igual? SIM!!!!!

O tipo de viagem que fiz foi “massacrante” até para mim, imagina com um anjinho de um ano junto? Correndo pra lá e pra cá? No no no…

Mas na próxima ela irá junto!